blog do André Valente


O Ouroboros da Qualidade
17/09/2009, 02:38
Filed under: qualquer coisa

ouroboros-abre

Gosto todo mundo tem o seu, isso é fato. Mas além do gosto da gente, existe a qualidade inerente das coisas. Além da nossa opinião pessoal sobre uma obra, existe o nosso conhecimento técnico sobre o assunto, sobre as inovações que a obra apresenta, sobre o contexto histórico, etc, que permite que façamos um julgamento do que chamaremos aqui de qualidade da obra. Esta qualidade custa dinheiro, custa tempo e/ou dá trabalho. (Todas as coisas excelentes no mundo, assim como todas as coisas péssimas, usaram dois desses três elementos). Percebe-se, nessa qualidade, um esforço do artista para alcançar uma excelência, uma vontade de esconder os defeitos e nunca mostrar erros. E, no fim das contas, o gosto não se atrela a isso. Gostamos de um filme, uma pintura, uma música, sem importar o quanto custou, quanto tempo levou ou quanto trabalho deu. Não precisamos saber quantas horas Picasso passou pintando a Guernica pra fazer nosso juízo de gosto. Mas também, talvez até antes de descobrir nosso gosto pessoal, conseguimos olhar a Capela Sistina e reconhecer que é um trabalho de alta qualidade. Com o passar dos anos eu descobri que, pelo menos pra mim, a qualidade das coisas e o meu gosto por elas tem uma relação – estava lá, debaixo do nosso nariz o tempo todo. O que dificulta o processo todo é a régua que usamos para essas medidas.

Nós todos nos acostumamos com a graduação cartesiana. É simples, é fácil. No colégio, a prova em branco é 0, a prova com todos os acertos é 10. Entre um e outro estão todos os números. Nessa graduação cartesiana ou subimos até o topo, ou descemos até o fundo do poço. 0 e 10 só tem uma conexão, os números entre eles.

cartesiano

Nota Zero/ Nota Dez

Mas imagine que três alunos estão fazendo uma prova. A e B são alunos ruins, que não estudaram nem prestaram atenção nas aulas, enquanto C sabe toda a matéria. O aluno A deixa a prova em branco e a entrega vazia, assim que a recebe. B tenta preenchê-la da melhor forma que conhece, fazendo piadas e trocadilhos, preenchendo com desenhos, com o que sabe, tentando de alguma forma, qualquer forma – mas sem acertar nenhuma questão. Demora tanto pra preenchê-la quanto C que, pragmático, acerta todas as questões de forma adequada, sem floreios. Qual das três provas vai ser mais divertida de ler? Qual apresenta soluções mais criativas? Qual apresenta alguma surpresa? É possível dizer que o aluno B e o C se esforçaram quase o mesmo tanto. O aluno C, o nota dez, teve um esforço prévio, o de estudar. Mas o aluno B teve o esforço de inventar, de criar algo sob pressão. (Preciso dizer que o aluno A é o pior dos três?)

Sempre me pareceu injusto que o aluno A e B recebessem a mesma nota. Não acho que o aluno B precisa receber a mesma nota que o aluno C (afinal ele não sabe a matéria). Mas acho a nota zero um tanto injusta. Nos anos seguintes, é da prova do aluno B que o professor lembrará. Ele lerá milhões de provas como a de C (é o objetivo de todo aluno!), mas pouquíssimas como a de B. É a prova de B (o aluno B querendo ou não), que faz os professores gargalharem, conversarem com os outros professores, escanearem, botarem na internet ou mandar por e-mail pro Jô.

E você vai dizer: “provas são pra medir conhecimento, não talento ou capacidade criativa!”. E eu concordo plenamente. Agora, me diga por que usamos o mesmo sistema de valores das provas pra medir filmes, livros, peças e obras de arte? Três estrelas pro filme tal, bonequinho aplaudindo pra peça tal, nota 6 pra tal livro não funcionam. Essas medidas não revelam o verdadeiro valor de uma obra de arte. Essas perguntas continuam sem ser respondidas: O artista tentou algo novo? O artista se arriscou? O artista teve algum esforço? Foram gastos tempo, dinheiro e/ou trabalho?

O Preço da Mediocridade

Existe um fato que poucas pessoas percebem: fazer algo péssimo custa o mesmo tanto que fazer algo excelente. Um fracasso qualquer um consegue, mas um fiasco necessita de talento. E é a minha experiência pessoal, a partir de anos de análise dos meus próprios gostos, que a maioria das minhas coisas favoritas transitaram, em algum momento de sua produção, entre o péssimo e o excelente. Qualquer idéia que vale a pena é, em algum momento, chocante.

E a gente vive a vida sentindo vergonha de assistir Chaves, de acompanhar a novela, de decorar a música do comercial. Nós, que somos tão letrados e cultos, temos essa idéia ridícula de que não podemos nos misturar com essa gentalha. Isso vem da noção errônea de que existe uma alta cultura (os livros de teoria da arte, os filmes iranianos, a música eletroacústica) e uma baixa cultura (a música sertaneja, a novela, os filmes da Sessão da Tarde). E a gente fica nesse esnobismo, achando que o certo é gostar de alta cultura, sem nunca demonstrar o apreço que sentimos pelos filmes do Adam Sandler. O erro está na medida cartesiana, em dar nota zero pra baixa cultura e nota dez pra alta, quando o pior crime que alguém pode cometer numa obra de arte é a mediocridade.

Mesmo a pior música sertaneja tem o intuito de englobar a emoção humana na forma mais concentrada possível. Não é uma tarefa fácil, e muitos perecem nessa empreitada diariamente, mas é a mesma intenção que move um Leonard Cohen ou um John Cale. E se o Zezé diCamargo aplica a mesma quantidade de tempo/dinheiro/trabalho, na mesma tarefa que o Tom Waits, com a mesma ambição, porque um é péssimo e o outro é excelente? Porque um a gente sente orgulho de gostar e o outro a gente sente vergonha? Quem é que não tem uma música do Zezé assim, na ponta da língua? E no fim das contas, quando o dia está quase raiando enquanto a gente vive uma dessas emoções humanas na forma mais concentrada possível, e uma música brota do rádio do bar na hora do último copo de cerveja, o Temporal de Amor não é tão capaz de fazer chorar quanto um Hallelujah?

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O Ourobouros da Qualidade

Eu li uma entrevista outro dia desses com o quadrinista e roteirista Daniel Clowes. O entrevistador perguntou que estilo de quadrinhos interessava a Clowes, na esperança de que Clowes comentasse sobre o gueto de quadrinhos mainstream vs. quadrinhos alternativos. A resposta de Clowes foi: “O que me interessa é a ambição. Não importa quem faz, nem que tipo de gibi é. Eu quero é ler algo ambicioso”.

A gente é assim, no fim das contas. Queremos ver o malabarista de moto-serras, talvez nem pela esperança de que ele sobreviva e não seja destroçado, ou pelo desejo secreto de estar lá e testemunhar a mutilação do cara. O emocionante é a ambição dele. Ele faz algo que não temos coragem de fazer, algo que aguça nossos sentidos e faz nosso coração bater. O resultado pouco importa. O que importa é o tanto que nos emocionamos antes do fim do ato.

E a gente adora ver filme ruim. Vamos admitir. Filmes ruins de verdade, mas aqueles bem ruins, são divertidíssimos. E existem filmes bons, mas bons de verdade, excelentes, que são um saco. Aí entra o Ouroboros da Qualidade:

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No topo do Ouroboros está algo péssimo, muito perto de algo excelente. E na barriga, separado de todo o resto, está algo médio. A pior coisa do mundo é a mediocridade. Medíocre é entregar a prova sem preenchê-la. Medíocre é permanecer no mesmo ponto. Todo artista quer (ou deveria querer) o contrário absoluto da mediocridade. Ponto. Certo, existe uma quantidade enorme de artistas que buscam a excelência. Mas também existe uma quantidade enorme de artistas que busca uma expressão pessoal, uma espontaneidade, e que não se preocupa de forma alguma com a qualidade do que faz. Ou seja, todo artista deveria estar escalando o Ourobouros, pra chegar no topo. Toda obra de arte deveria fugir da barriga do Ourobouros. Pouco importa o caminho que a obra ou o artista escolhem, o objetivo é escalar o Ourobouros e chegar no topo.

Mas escalar o Ouroboros é difícil, e custa tempo/dinheiro/trabalho. Toda vez que o artista abre mão do uso de dois desses três elementos, ele escorrega e sua obra volta pra barriga. A desculpinha do “não tive tempo/dinheiro/meios” é o epitáfio mais freqüente da obra medíocre.

Considere três artistas plásticos brasileiros: Almeida Jr., J. Borges e Romero Britto. Almeida Jr. pintava quadros de excelente qualidade, utilizou-se do dinheiro de Dom Pedro I pra estudar em Paris, e trabalhou para ser o representante brasileiro do naturalismo. Durante sua vida aprimorou sua técnica e teve fases diferentes, chegando a produzir quadros icônicos como os dos sertanejos. J. Borges não teve educação artística, e aos 29 anos, como queria fazer cordel e não tinha dinheiro para pagar um ilustrador, resolveu ilustrá-los sozinho. Tem um apuro estético incrível, mesmo sem nunca ter feito uma aula de anatomia. Cada desenho seu é praticamente uma assinatura e seu estilo é copiado no mundo inteiro, e a cada obra sintetiza mais sua paleta. Romero Britto é um artista brasileiro que mora em Miami, e desde 1989, quando ilustrou uma propaganda da Vodka Absolut, continua com o mesmo estilo, desenhando da mesma forma, sem nenhuma mudança ou ensaio de mudança – em time que está vendendo não se mexe.

Aí temos três dos caminhos possíveis do Ourobouros da Qualidade: Almeida Jr. escalou o Ourobouros pelo lado bom, até chegar na excelência. J. Borges escalou o Ourobouros pelo lado ruim, o da baixa cultura (que gostam de justificar como ‘naif’), até chegar na excelência. Romero Britto vive na barriga do Ourobouros, no médio, e não tem nenhuma intenção de sair de lá – não existe nada exatamente ruim na obra dele, mas ao mesmo tempo, não existe nada bom.

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A Inércia dos Filmes

Pinturas são estáticas e, embora consigamos analisar áreas diferentes dos quadros como questões diferentes abordadas, no fim das contas estamos falando de uma imagem sozinha. Filmes são imagens em movimento, são compostos de atos, se movem no tempo. Por isso, normalmente descrevemos um filme como “foi piorando, piorando” ou “começou ruim, mas depois foi melhorando”. A qualidade muda de acordo com o trajeto do filme.

É minha experiência que, quando um filme assume um movimento em uma direção, ele normalmente continua nessa direção, a não ser que ele faça muita força para impedir esse movimento. A vantagem do Ourobouros como medida é que permite que existam filmes bons demais, ou ruins demais, e isso normalmente resulta no oposto desejado. Se um filme começa médio e piora de forma tão acelerada, uma hora ele vai passar pela excelência. Um filme inteligente faria toda força possível pra mudar e parar quando chegasse nesse ponto. Um filme menos inteligente continuaria na inércia até chegar de novo a ser médio. O mesmo acontece na direção contrária. Dependendo do diretor, dos atores, ou da premissa, alguns filmes já começam bons, melhoram e passam tão rápido pela excelência que só vão perceber no final, quando estiverem bem ruins.

(O mesmo acontece com alguns relacionamentos. Relacionamentos que começam com casais apaixonados sobem com tanta velocidade para a excelência que logo logo se tornam experiências sufocantes. E acontecem os chamados crimes passionais. Da mesma forma, pessoas que se odeiam se atraem e acabam se amando secretamente – é só assistir Malhação, acontece em 90% dos casos. Os relacionamentos de sucesso são aqueles em que, ou as pessoas desistem e vivem na mediocridade, ou as pessoas vivem no eterno esforço de não escorregar pelo Ourobouros.)

Você já deve ter percebido que alguns filmes passam climas muito chocantes e desesperadores, e mesmo assim não são filmes ruins. Ao mesmo tempo, alguns filmes com excelentes atores, diretores e histórias interessantes se esforçam demais, e ficam horríveis. A única verdade é a de que um filme péssimo está mais perto da excelência que um filme mediano. Ou um filme apenas bom. Ou um filme apenas ruim.

Os filmes que realmente mudam a história do cinema são aqueles que atraem defensores dos dois extremos do espectro. Você sabe, aqueles que “ou você ama ou você odeia”. Então de onde tiramos essa idéia de que um fica tão longe do outro? Os dois estão ali, um do ladinho do outro. O difícil é um filme ter força pra ficar equilibrado, entre um e outro, até a hora de acabar. Mas é lá que eles deveriam todos querer estar.

Exemplos:

– Qualquer filme do Michael Bay tem uma coisa a seu favor, pra que ele escale o Ouroboros: muito dinheiro. O que Michael Bay não tem de finesse, ele compensa com explosões, explosões, perseguições de carro e tiroteios explosivos. Bad Boys 2 é um exemplo de filme péssimo excelente. Quando os mocinhos jogam cadáveres no carro dos bandidos, ou quando os bandidos num caminhão cegonha jogam lanchas no carro dos mocinhos, ou quando os mocinhos destroem metade de Havana numa perseguição, não importa o que digam, existe ambição aí. Ambição cega, estúpida, mas ambição. E se alguém, de sacanagem, trocasse o nome de Michael Bay no fim do filme pelo de Herzog ou Buñuel, Bad Boys 2 seria aclamado como um dos 100 melhores filmes da história.

– Existe toda uma categoria de filmes que têm o objetivo de fazer com que todo mundo se sinta da pior forma possível, e deseje que o mundo acabe só para que a dor termine imediatamente. Consigo lembrar de dois filmes específicos dessa categoria: Irreversível de Gaspar Noé e Anti-Cristo de Lars Von Trier. Nunca quero assistir à cena de estupro de 10 minutos de Irreversível novamente, nem quero falar das mutilações de Anti-Cristo. Mas os dois filmes têm fotografias revolucionárias, edições incríveis, e são, acima de tudo, altamente ambiciosos. Eu nunca conseguiria chamar nenhum dos dois filmes de ruins. São experiências terríveis, mas são filmes de enorme qualidade.

– Qual dos dois filmes é pior? Plano 9 do Espaço Sideral de Ed Wood ou Miss Simpatia 2? O filme em que um cara sem grana, nem talento, nem bom gosto se esforçou pra caramba e falhou miseravelmente, o suficiente pra ser reconhecido décadas depois de ter morrido ou um filme feito por obrigação contratual, com um orçamento relativamente alto, que 75% das pessoas que viram não lembram se o viram ou não?

– 2001: Uma Odisséia no Espaço é genial. É lindo. É maravilhoso. Mas a quantidade de gente que odeia o filme é enorme. Já ouvi mais gente reclamando do que gente elogiando. Isso não quer dizer que existem duas facções separadas no mundo, que nunca se conciliarão. A verdade é que o grande mérito do filme é o de estar no topo do Ouroboros, a maior qualidade que um filme pode ter. Hoje ou daqui a cem anos, a tensão que o filme exerce pra se manter naquela linha tênue no topo do Ouroboros é o que manterá a discussão viva. Existe sucesso maior para uma obra de arte?

Conclusão:

Basicamente, no fim das contas, o que eu dei mil voltas pra dizer é que, a pior coisa que uma obra de arte pode ser é mediocre. Filmes péssimos e filmes excelentes estão sempre muito próximos, normalmente custam o mesmo tanto de tempo/dinheiro/trabalho, e precisam de muito pouco pra mudar de um para o outro. Alta cultura, baixa cultura, orçamento, falta de orçamento, nada disso determina se um filme presta: a única característica comum em toda grande obra de arte é a ambição.

André Valente
São Paulo – 17/09/2009

Ps.: Obrigado pra todo mundo que aguentou ler até o final. E pra quem desistiu no meio também. Deixem comentários, vamos continuar a discussão.

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15 Comentários so far
Deixe um comentário

aê! começa a ganhar forma.

confesso q nao li td, mas tenho duas desculpas:

1. são 2h da manha.
2. eu já discuti mais de uma vez isso com vc e lendo diagonalmente posso pressupor o q está detalhadamente escrito.

desenvolva q isso é algo q será útil a todos até a eternidade.

ps: parece tb o aurin da capa da minha ediçao do historia sem fim. só q o aurin tem duas serpentes, será q duas serpentes faz mais sentido q um unico dragao?

Comentário por gil tokio

Duas serpentes? Não sei. Elas simbolizariam o que?

Comentário por André

Putz, muito bom

Comentário por Pedro Valente

Caramba, achei a teoria genial. Como ex-crítico nada-especializado de games, sempre tive uma birra com a rigidez da classificação numérica. São 3 da manhã e eu preciso ler isso de novo amanhã, mas por enquanto gostei muito do ouroboros da qualidade.

Vou até assistir Bruno de novo, sem ficar com peso na consciência quando der risada.

Comentário por Lipedal

No Flickr o Gabriel ₢¿₢¬ comentou:
“Lembro de um diálogo no Ghost World no qual a Enid e a Rebecca discutem a qualidade de alguma coisa, algo como “X é muito ruim”, “Mas não é tão ruim que é bom?”, “Não, é tão ruim que passa pelo bom e volta pro ruim mesmo””

Comentário por André

Opa, meu comentário veio parar aqui, legal. Curioso você ter citado o Clowes e eu também, sendo que ainda não tinha lido este artigo. Mas acabei de ler agora e achei ótimo, o conceito foi mais profundo do que eu imaginei só de ouvir o nome. Muito bacana mesmo, vale a pena digerir isso, esquecer por um tempo e depois voltar pra ler de novo.

Uma possível limitação do ouroboros é forçar a subida por um dos lados. Você já pensou na possibilidade do ápice ser alcançado pelo meio? Existem filmes que eu sinceramente não sei de que lado colocar. Um filme tipo Kill Bill, por exemplo, se vale de elementos de filmes que, em sua maioria, só teriam chance de subir pelo lado esquerdo. Mas é feito assim de forma consciente, é na verdade um filme sobre essas referências. Ele tem uma ambição diferente. As pessoas podem achar uma bosta, ou achar bom por motivos diferentes. Acho até que a maioria dos que gostam o colocariam subindo pelo lado ruim, visto que não percebem os temas subjacentes. Ou eu estou andando com gente burra, sei lá.

Outro caso: Dario Argento, muitas vezes parece que está tentando subir pelo lado bom e falha miseravelmente. Mas alguns dos seus filmes bons têm tantas sacadas genuinamente geniais quanto momentos ridículos. Talvez até seja daí que vem o charme, mesmo com os roteiros meio sem nexo (acho que narrativa não é a prioridade número um dele).

Comentário por Gabriel

Um filme tipo Kill Bill, por exemplo, se vale de elementos de filmes que, em sua maioria, só teriam chance de subir pelo lado esquerdo

Porra, eu queria dizer o lado ruim. Que é o direito. Aparentemente eu confundo direita e esquerda. Era melhor ter ficado com “lado bom” e “lado ruim”.

Comentário por Gabriel

Olá, muito legal o post! e tens razao, nada pior do que o medíocre, nao só na arte: em qualquer coisa!!!!

parabens pelo blog!

Comentário por storiamemoria

talvez as duas serpentes poderiam deixar mais claro o lado beta e o lado alpha.
ou positivo e negativo, se vc preferir.

mas pra que facilitar se a gente pode complicar?

Comentário por giltokio

Genial! Li tudo!Texto muito bom.. me prendeu e me fez pensar bastante tb ;)
” Ele faz algo que não temos coragem de fazer, algo que aguça nossos sentidos e faz nosso coração bater. O resultado pouco importa. O que importa é o tanto que nos emocionamos antes do fim do ato.”
So true

Comentário por Bianca

Hmmm sei não. Você criticou a escala cartesiana e, na realidade, apresentou algo que não foge muito dela. É apenas uma escala circular, digamos, mas permanece UMA escala, singular. Sendo assim, ela falhará igualmente por tentar unir os vários aspectos numa única avaliação. Hein? :)

Comentário por Alice

Realmente, tem razão. Não é porque é circular que não deixa de ser uma escala. Mas discordo que falhará da mesma forma, porque conecta os dois pontos do espectro – essa é a diferença. Uma diferença conceitual, vai, mas que recompensa esforço ao invés de resultado. Os vários aspectos vão da percepção e da interpretação da pessoa – só sei que, pessoalmente, eu acho que suscita mais discussões uma escala de recompensa de esforço do que uma escala de recompensa de resultado, que é muito pá pum. Hein? :)

Comentário por André

Não não. Ela não é uma escala de esforço, é só uma escala de bom ou ruim q pode ter um ponto interseção. Sendo assim, pq voltar à restrição linear, embora circular, se vc pode ter um gráfico pizza!!

Comentário por Alice

Um gráfico pizza mostra a porcentagem relativa de um todo. Como isso seria diferente de uma escala normal?
Sendo que Médio é 0 esforço e Péssimo e Excelente é esforço 100, o Ouroboros permite dois caminhos diferentes de 0 a 100. Não sei que outra forma existe de representar isso, mas sei que não é o gráfico pizza…

Comentário por André

Desculpe, não fui clara, citei o gráfico pizza pois ele é comum em casos em q se mede vários ítens. Mas concordo que ele possa não servir, já q a soma dos ítens é q dá o todo e, na verdade, é mais interessante que cada ítem possa ter sua indipendência e tender ao infinito. Que seja um gráfico de colunas, então. Ou seja, o q importa é considerar os MÚLTIPLOS aspectos da obra, pois ter fotografia excelente e trilha sonora maravilhosa, pode não ser o suficiente para fazer o filme ser bom. E não se trata de um bom disfarçado de ruim ou vice versa e nem de ser esforçado ou não. Esforço e mediocridade não são variáveis necessariamente ligadas. O ouroboros, até o momento, não parece que contempla o múltiplo, pois ele continua a fechar a avaliação apenas como péssimo ou excelente. Né? :)

Comentário por Alice




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